Nome projecto: Centro Social de Remelhe
Autor: Alberto Nuno Araújo Dos Santos Craveiro
Categoria: Projectos-Arquitectos
Localização: Rua da Calçada, Remelhe, Barcelos, PORTUGAL
Ano: 2012
Sup. construida: 3000 m2
Sup. de implantação: 1500 m2
Sup. da parcela: 9000 m2
Cliente: Centro Social de Remelhe
1. INTRODUÇÃO
O projecto que se apresenta com este processo, refere-se à construção de um Equipamento Social composto por SAD, Centro de Dia, Lar de Idosos e Creche. Esta construção insere-se num terreno de 9312.00m2, situado no lugar de Torre de Moldes, Freguesia de Remelhe, no Concelho de Barcelos. Apresenta-se a Sul e Poente sobranceiro a uma zona de vale, e tem como envolvente uma paisagem verde e natural.
2. CONTEXTO
O terreno apresenta-se de nível em toda a sua dimensão e confronta em toda a sua extensão com área verde de carácter natural.
A envolvente, apesar de ter um carácter natural, apresenta-se também construída com uma tipologia dominante de cércea, rés-do-chão + 1 piso.
3.PROGRAMA
Do programa para o projecto constavam as seguintes intenções: um edifício que incorporasse SAD para 30 utentes, Centro de Dia para 10 utentes, Lar de Idosos para 30 utentes e Creche para 33 crianças desenvolvendo-se em Cave + R/C + 1 piso, libertando assim o terreno de excessiva construção. A edificação seria “fechada” a Nascente e “aberta” a poente libertando-se para a paisagem verde do vale.
Este edifício composto por vários módulos só apresenta a sua candidatura ao PARES dos dois primeiros volumes a contar da zona Norte de entrada (Equipamento Social composto por SAD, Centro de Dia, Lar de Idosos e Creche), pois o último volume (Capela) previsto somente nas imagens virtuais, tem a sua construção para uma fase posterior.
4.ARQUITECTURA
O projecto insere-se num terreno próximo de uma zona habitacional com bom acesso e boa exposição solar.
Colocou-se a edificação no alinhamento da entrada servindo assim como referência construída do local e ordenadora de toda a intervenção.
Dando-se pela zona norte, o acesso ao edifício, desenvolve-se ao longo de um pavimento em grelha de enrelvamento, ladeado por zona verde e estacionamento, direccionando-nos de encontro ao equipamento social que nos “recebe” com uma forma quase uterina, simbolizando o nascimento deste tão necessário Equipamento Social.
Desenvolvendo-se nesta mesma lógica longilínea o edifício divide o terreno, numa zona nascente de jardim verde e numa zona poente ajardinada e de carácter contemplativo.
Composto por três módulos de maneira a apresentar um volume mais fragmentado e menos “denso”, com menos impacto na paisagem , o edifício vai-se desenvolvendo num decrescendo e numa aproximação ao terreno desaparecendo para ressurgir depois como um elemento delgado e vertical, uma marca geofísica representativa desta nova construção.
Todo o edifício é de um branco pacífico onde o alçado voltado a poente aparece como um grande “BRISE-SOLEIL”, acentuando ainda mais o carácter desconstruido, imaterial e permeável do edifício. Esta zona virada ao vale apresenta-se em vidro permitindo uma vista magnífica sobre a paisagem até um horizonte longínquo.
Desenvolvendo-se sobre um eixo perfeitamente perceptível desde a entrada, o edifício apresenta-se assim de uma forma funcional clara e quase intuitiva de utilização.